Saturday, April 29, 2006

Foi divertida a discotecagem ramonica no Chá das Cinco, sexta passada. No começo eu fiquei meio acanhado alí perto da vitrine e das capas expostas. Mas a idéia é sensacional. Montar um balcãozinho, instalar uma pick up e ficar rolando seus discos prediletos. Só tem que tomar cuidado pra não caír birita no vinil. Pode ser fatal. Mas no final das contas todos beberam bastante cerveja e ficaram falando coisas engraçadas depois da meia noite. Eu até comí torradas com sardinhas ao molho escabeche (é assim que se escreve ?). Até o Geraldo, figurassa carimbada do Potiguá pintou lá. Ficou me pedindo pra rolar Bee Gees, mas eu não tenho Bee Gees e a idéia é rolar rock and roll. Daí além de Ramones toquei também Sonics, Radio Birdman e aquele disco A Revista Pop Apresenta o PUNK ROCK.

Tuesday, April 25, 2006



Algo legal e diferente pra se fazer. E todas as capas estarão expostas. Happy Hour Ramonico Light.

Monday, April 24, 2006

1
Novamente sinto vontade de desafrouxar os parafusos dessa cidade. É um deleite por exemplo imaginar um pocket show dentro duma livraria, como aquele que rolou no lançamento do livro ¨Mamãe não Voltou do Supermercado¨ do Mário Bortolotto em 1996 na antiga Livraria Lido. Atualmente não sei o nome do lugar. Ontém eu e o Rato estávamos passando na frente e eu comentei com ele. Por que será que as pessoas não realizam coisas ousadas? Por mais que sejam pequenas coisas. Por que será que uma semana se resume simplesmente à rotina do ¨come, dorme, bebe, transa¨? Putz, que saco. O cheiro das coisas é de proibição. Tudo vetado. Proibido barulho. Proibido proibido. Orra, é tão massa quando rola um eventinho de sexta feira á noite.


2
Agora a pouco eu estava subindo a rua Prof. João Cândido com o Steven. Estávamos subindo no sentido calçadão. Paramos alí mesmo na calçada do cemitério pra observar as baratas. Putz, como tem barata naquele lugar. Se você pegar pra dar uma volta na quadra do cemitério à noite, o que equivale a quatro quadras grudadas, você é capaz de contar centenas delas. Eu acho que o cemitério São Pedro é o grande responsável pela população de baratas daquele quadrilátero todo e quadras a mais. Mas as baratas são espertas. Talvez sejam até mais espertas que algumas pessoas que frequentam alguns bares por alí. Eu e o Steven ficamos observando uma delas atravessar a turbulenta rua. Eu juro que observamos uns dez veículos passarem por ela enquanto ela tentava atravessar a rua e vímos ela sair ilesa numa distância que para um ser humano talvez equivalesse a três quadras. Adorei.
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Ouço histórias em todo o centro da cidade. Crescí alí perto do cemitério São Pedro e de certa maneira também fui expulso dalí. Que se dane. Vagabundo não tem vez. Mas conviví com fatos estranhos e inusitados nos vinte anos em que viví na rua Espírito Santo, 1037 apto 104. Nos anos 80 eu era o terror do edifício e da vizinhança. Hoje em dia aquele pedaço é um próspero antro de burgueses e universitários paulistas possívelmente bem sucedidos. Mas tenho lembranças deliciosas da padaria Olímpia e da época em que as ruas Prof. João Cândido e Espírito Santo eram de paralelepípedos. Eu tive um amigo que fiz em 1986 e seu nome era (acho que ainda é) José. Costumávamos passar os finais de tarde dando voltas no quarteirão em nossas bicicletas, metendo pedra nas coisas com nossas atiradeiras e colocando bombinhas em garrafas de vidros eventualmente. José era o cara mais fascinante do pedaço. Eu fiquei amigo dele quando ví um outro amigo meu o chamando de ¨Orca, a baleia assassina¨. Não me lembro se comprei a briga, mas fiquei amigo no ato, do cara que a algumas semanas atrás era uma incógnita com sua Bmx Monark preta. Muito gordo e forte, muito inteligente e transtornado já aos dez anos de idade. Teve sérios problemas na infância ainda bem novo devido à disputas conjugais e loucura por parte da família de ambos os lados. Sua tia Célia era uma bruxa e um anjo ao mesmo tempo. Sua avó Ruth era uma pessoa linda, dedicada e de uma gentileza que pouquíssimas vezes ví na vida. Foi nessa época em que ví pela primeira vez a capa do álbum Pleasant Dreams dos Ramones, num album de figurinhas. Me lembro também uma vez em 1988 em que um carinha da classe pedíu um disco dos Ramones de amigo secreto e ganhou um disco de novela da Globo.

Thursday, April 20, 2006


Te odeio mas te amo.

Wednesday, April 19, 2006

Exílio na Quintino Bocaiúva. Anonimato na mercearia da Keiko. Essa mercearia é um lugar ideal pra quem quer fugir por alguns minutos. Tá certo que uma hora ou outra sempre aparece alguem conhecido. Não tem problema. O banheiro fica anexo à minúscula cozinha e os azulejos são todos no estilo retrô. Coisa dos anos 70 talvez. Da hora aquelas quatro bolinhas retrôs pintadas em cores degradês em cada um dos azulejos. Adoro.
Se você olhar pro outro lado da rua, dá pra ver certinho um dos principais picos de prostituição dos anos 90 em Londrina. Mas logo alí agora tembém tem aquele posto de gasolina que sempre fecha a noite, ao lado do pastelão, da loja de tinhtas e fazendo esquina com a Fernando de Noronha. Quem se importa.
Na mercearia da Keiko a cerveja é barata e muito gelada. Dá pra comprar Skol a 2,10 e Bohemia a 2,50, sem contar a gama de guloseimas, legumes, frutas, verduras e mais produtos de super mercado. Funciona até por volta das 3:30 aos finais de semana e abre ás 10:00.
Os carros passam em alta velocidade por alí.

Friday, April 07, 2006

A pouco eu estava conversando com o Igor em frente a galeria do shopping Londrina. De repente olho pro outro lado da rua e vejo subindo uma das maiores figuras da cidade. Robson Leão.Uau. Oooo, Robson, Robson, chega aí. Ele olhou algumas vezes e me reconheceu. Atravessou a rua e nos cumprimentou sem pegar na mão. Esse hábito ele já tem a alguns anos e não é falta de educação da parte dele. Ele simplesmente não pega na mão de homens. Bom, pra quem já o conhece tá tudo em casa. O Arthur chegou na sequência e ficamos conversando por alguns minutos. O Igor vazou na sequência e nós três entramos na Garageland. Leão é uma figura única na vida das pessoas que o conheceram. Tenho dezenas de lembranças malucas de quando andávamos pelas madrugadas e pelas manhãs na cidade. Acho que o ví pela primeira vez no final do ano de 1993. Me lembro dele num show na sede da Ules na Duque. Ele usava o cabelo completamente raspado, uma camiseta branca cavada com o a capa do álbum Never Mind the Bollocks dos Pistols. Andava muito rápido pra lá e pra cá. Mesmo de madrugada. Não me lembro agora quando o conhecí de fato, mas não foi muito depois disso. Depois costumávamos a andar na rua de madrugada mesmo durante a semana.
Teve uma noite em que eu pirei de comprar um monte de pães e resolvemos saír para distribuí-los às pessoas que moravam na rua. Não sei por que fizemos aquilo, mas foi legal e até ficamos bem vistos no meio da rapaziada que dormia na concha. Nessa mesma noite tivemos um plano muito mirabolante. Resolvemos que iríamos entrar num desses edifícios comerciais durante a madrugada e entramos. Como tínhamos ainda um pão no pacote, dissemos ao sonolento porteiro que iríamos levar pão pros caras da rádio no último andar do prédio. Entramos no edifício e ficamos subindo e descendo as escadas durante a madrugada. Acho que fizemos isso pra ver se o porteiro nos deixaria subir. Minha nossa, até hoje fico imaginando que aquela merda de rádio poderia sair do ar. E na minha cabeça, de alguma forma, talvez naquela noite eu estivesse mais próximo disso. Bom, claro que saímos de lá numa boa e continuamos pela rua. Me lembro que antes de nos despidirmos naquela manhã, havia também o plano de irmos até a porta do antigo colégio São Paulo pra vermos as garotas entrando pra aula. Isso foi em 94 ou 95.
Tivemos outras noites na rua andando pra lá e pra cá. Mas tiveram festas mais loucas e divertidas naquela época. Houve uma numa chácara um dia depois do Sitião ter me dado dois socos no olho. No final da festa estávamos todos voltando em cima de uma pick up e Leão chacoalhava a cabeça no estilo heavy metal em pé e segurando num ferro atrás da gabine, no meio das garotas e dos caras. Foi uma das coisas mais engraçadas que eu já ví. As histórias são muitas ao lado dessas figuras de Londrina. É muita coisa que acontece nessas madrugadas bem vividas. Adorar literalmente um poster gigante dos Sex Pistols na frente de uma vitrine ás 5:30 da manhã em 1996 não é pra qualquer um. Apareça sempre Robson.

Thursday, April 06, 2006



Eu realmente não consigo escutar a grama crescendo.